sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Mercado na contramão, livros interessantes, férias



Então o mercado resolveu me deixar para trás em 2013...  meu primeiro trade em BGI foi stopado, assim como o de CCM.  Sem stress.  Meu trade de IND está andando pra trás, apesar do bom desempenho nas bolsas americanas.  Ainda não fui stopado, e estou acreditando nele.  O rally está no fim, mas deve durar até maio pelo menos, pelo que tenho lido.  O DOL está de lado, e vou aumentar se continuar abaixo da minha entrada.  E o ICF, esse sim me mandou passear e esta a .25 ATR do meu stop.  Acho que na segunda eu já danço.  Logo, estou pra trás pela primeira vez na vida.  Aprendendo a gerenciar o ego.

Em nota mais positiva, as águas caribenhas tem sido ótimas para botar a leitura em dia.  Já matei o primeiro livro, BACKSTAGE WALL STREET - do Josh Brown, também conhecido como The Reformed Broker, que já linkei aqui e faço-o de novo.  Seguindo na lista, já passei da metade de WHEN GENIUS FAILED, que conta a história da bancarrota histórica performada pela Long Term Capital Management (LTCM).  Uma perfeita ilustração do que a junção de ego, risco descabido e leverage podem gerar.  Muito do que vi em meus anos em bancos de investimento está ilustrado nestes dois livros, e nem cheguei na metade do segundo ainda.

E assim o mundo gira.  E assim os gigantes caem.

The Turtle



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

DJango em revista


Quentin Tarantino - gênio
Christoph Waltz - mestre

A parceria entre o ator e o diretor começou em Inglorious Besterds, e é inegável o resultado surpreendente da mesma.  Oscar, Globo de Ouro e muitas outras premiações.

Eis que a parceria volta agora em DJango Unchained, filme de Western que aborda a escravidão no sul dos Estados Unidos, no fim do século XIX.

Antes de falar do filme, um breve desabafo:  ir ao cinema hoje em dia esta um porre.  Não tem como comprar ingresso na hora, tudo vive esgotado.  A solução é comprar pela internet, com taxa de conveniência que aumenta o preço do ingresso em 10-20%.  O Cinemark é uma empresa meia boca, com funcionários destreinados e muitas vezes mal-educados.  Triste.

Mas enfim, passada a fase irritante de conseguir vaga no cinema, lá fomos nós.  E que filme.  Que FILME!!!  As atuações estão fantásticas, tanto de Waltz quanto de Jamie Foxx, que são complementadas por Di Caprio (que provavelmente um dia viverá Axl Rose no cinema) e o grande mestre, The path of the righteous man, Samuel L. Jackson!

Sangue, tiros, explosões... sim, tudo está lá.  Mas o que impressiona é a qualidade dos diálogos, a tensão causada por personagens cruelmente educados e inteligentes.  E a breve ponta de Tarantino, que é no mínimo hilária, é a cereja do bolo.

Tarantino disse em entrevista que pensa em pendurar a claquete e se aposentar.  Por favor Quentin, não o faça.  E, se a Disney fosse realmente inteligente e ousada, chamava ele para conduzir um dos novos filmes da série Star Wars.

The Turtle

Knock knock

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http://www.knock-knock-joke.com/

"Knock Knock"
"Quem é?"
"O handicap..."
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Sábado, dia perfeito para atacar os gramados do Paradise GC, em Mogi das Cruzes, SP.  Vindo de uma vitória em um importante torneio que fechava o calendário de 2012, fui jogar com os melhores jogadores que conheço.  A maioria, scratches, o que significa que eu já saía intimidado.  E, pra não deixar barato, jogaria do tee azul, o mais longo.  Quase 7.000 jardas.

Saí bem, e estava só 2 acima até o buraco 5.  Mas, como tudo na vida, não se pode contar com um bom resultado até o último putt no 18.  Ao longo do jogo, fiz besteiras (mas nenhum O.B.), bati bolas na água por conta das distâncias do tee de saída de trás, perdi a paciência em alguns momentos e, o pior fato de todos, tomei 2 strokes por bater uma bola que não era minha.  Acontece, mas é extremamente frustrante.

Mesmo assim, joguei apenas 6 acima.  E joguei mal! Drive não funcionava, Madeira 3 estava horrível, os ferros até que funcionaram e os putts não cairam.  Fiz 3 pares, 6 boggies e 4 doubles, todos aceitáveis e dentro da minha média.  Saí bem de bancas, etc.  O que estragou foram os 4 buracos em que estourei feio, sendo um deles pela penalidade da bola errada.

Enfim, antes, quando eu jogava mal, jogava acima de 110.  Hoje em dia, jogando muito mal estou jogando em torno de 100...  O difícil é baixar!

The Turtle

2012 - Retrospectiva, erros, soluções


Bom, vamos tentar essa história de análise dos erros.  Mas antes, gostaria de dizer isso:  2012 foi um dos melhores anos de minha vida.  Minha saída do mercado foi marcada por um grande alívio, pois apesar de gostar do projeto em que estava, eu tinha que lidar com meia dúzia de pessoas que, sinceramente, não agregavam nada de bom à minha vida, a não ser aumentar meu estado depressivo.  Em inglês, crappy people.  Em 2012, viajei muito, descansei, me dediquei ao esporte, iniciei novos projetos e curei todos os problemas físicos que tinha (é impressionante como mascaramos isso, mas eles estão lá - dores, azia, falta de sono, etc...).

Enfim...

1 - ANSIEDADE - Apesar de ter um setup provado e testado para operar no mercado de futuros, algumas vezes minha psicologia me venceu e eu mexi nos stops, tanto de alta quanto de baixa, perdendo dinheiro ou deixando de ganhar.  Erro crítico em trading, que destroi a estatística de retorno de longo prazo;

2 - FALTA DE ATENÇÃO - Em pelo menos um episódio, meu stop estava errado e eu terminei o dia com uma posição que não deveria existir.  O trade, que deveria ter sido positivo, terminou negativo.  Passei muita raiva, outra coisa que não deveria ter acontecido;

3 - FALTA DE VISÃO MACRO - Um dos objetivos mais importantes para 2013.  Em 2012, eu entrava e saía dos trades sem uma visão macro de longo prazo, que é fundamental para trend following.  Estudar e ler o tempo todo, acompanhar analistas com bons resultados e track records, tudo isso vai me ajudar a manter uma visão para onde as coisas vão.

4 - GAPS DE TEMPO - Cada viagem que fiz em 2012 foi um break durante minha operação.  Isso significa que, em 10 meses, no mínimo 6 semanas eu fiquei parado, além das duas últimas semanas do ano (por falta de liquidez).  O objetivo em 2013 é montar um esquema onde, mesmo viajando, eu possa acompanhar e tocar minha estratégia para frente.

5 - ESQUECER O QUE PASSOU - Ainda há muita bagagem sobre o fim de minha estada na última empresa em que eu estava, so a respeito das pessoas e do que foi feito.  Esquecer, tocar para frente e manter uma visão de futuro é um dos objetivos psicológicos daqui para frente.

Acho que é isso.  Que venha 2013! Opa, já chegou...

The Turtle

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Saber reconhecer erros


Acabo de ler um post fantastico do Barry Ritholtz, autor do blog THE BIG PICTURE.  No post, ele analisa todos os calls que fez em 2012 e errou, e explica o racional do motivo de estar errado.

Esse é o tipo de coisa que gente inteligente e que confia no próprio taco faz.  Escreve, se expõe, analisa os erros e toca o barco com o que aprendeu.

Vou tentar fazer algo igual sobre meu ano de 2012.  Será que consigo?

The Turtle

Dilbert e o estilo de gerência dos anciãos...


Cheers!

The Turtle

Front Office, Back Office e diferenças de remuneração


Estamos chegando em uma época crítica para quem trabalha em bancos de investimento.  Conhecida em inglês como bonus season, esta época é motivo de tensão, expectativas altas, profissionais hospitalizados e muitas, muitas mudanças de emprego.

Desde que se começa a trabalhar em bancos, a remuneração variável é tida como fator vital na remuneração anual do indivíduo.  Mesmo nos cargos mais baixos da estrutura, tudo gira em torno do bônus, das avaliações diretas, resultados mensuráveis ou não, projetos entregues, etc...  Pouca gente pensa em outra coisa.

Existe porém um fato que incomoda, e muito, todos que trabalham em áreas de suporte nestas instituições:  o fato de que, para iguais níveis de hierarquia, o bônus é geralmente 80% menor em uma área de suporte do que a de uma área de negócios.  O discurso é sempre o mesmo:  "prática de mercado", "é o front office que gera as receitas", "o risco é maior para eles", etc.

Porém, nos últimos anos (desde a crise de 2008 principalmente), o foco nos profissionais de controle e processamento tem sido muito maior, assim como a responsabilidade por eventuais problemas.  As obrigações, responsabilidades internas e regulatórias de quem trabalha em controladoria, quem liquida operações, controla crédito ou risco, tem sido dissecadas e atreladas aos resultados das instituições.  Isso sem mencionar que, sem o back office (e digo isso em em geral, incluindo todas as áreas de suporte), os bancos NÃO funcionariam.  É o conjunto da estrutura (front e back) que faz de uma instituição uma máquina completa e funcional.

Já passou da hora da remuneração de profissionais destas áreas estarem melhor alinhadas com os resultados das áreas que atendem, e atreladas aos riscos pelas quais respondem.  Os pools de bônus precisam estar melhor divididos, de forma mais justa e que remunere o profissional de controle pelas obrigações que ele assume.

Beira o absurdo que um profissional com 20 anos de controladoria, em cargo de diretoria, ganhe anualmente a mesma coisa (ou, as vezes, até menos) que um analista de M&A ou um trader com 2 ou 3 anos de casa.  Se as exigências aumentam, se o risco pessoal, regulatório e de empregabilidade está implícito no cargo e se a carga de trabalho é igual, é natural que o que se paga por isso esteja atrelado e condizente.

Não existe time sem defesa, por melhor que seja o ataque.  Não se ganha uma Copa do Mundo pensando só nos jogadores da frente, sem treinar os zagueiros e o goleiro.

Este, por sinal, é um dos principais motivos pelo qual instituições perdem bons profissionais.

The Turtle

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ôooo Psit, Ôoooo da Poltrona...


Lá pelos idos de 2005, quando eu trabalhava num banco americano de renome e controles muito bons (e veio a falir 3 anos depois, de maneira espetacular), passei por uma interessante situação.

O sujeito que rolava o caixa fez uma operação de LFT´s, coisa simples, até poste de luz consegue fazer... e perdeu uns 8% no trade.  Tudo isso foi efetivamente reportado em um relatório diário que era enviado a todos os diretores da instituição (e, como 99% do que é produzido em áreas de controle de grandes instituições, sumariamente ignorado por todos).

Eis que um dia recebo a ligação do chefe-diretor-superpowerman e participo do seguinte diálogo:

 - Ei você aí que produz o relatório diário, você sabe que tivemos uma perda na LFT de 8%?

 - Sim ó magnânimo e cabeludo chefe!  250 mil dólares devidamente reportados como perda.

 - E por que, ó infeliz Oompa Loompa, você não levantou o problema?

 - Vossa Excelência, o valor está no relatório diário e grifado em vermelho.

 - Mas o estrupício, você e eu sabemos que ninguém lê esse relatório, que eu não tenho tempo de olhar e que você precisa avisar-nos do problema...

(passam-se dois dias onde tudo o que eu ouvia era a musiquinha dos Trapalhões)

Depois disso, descobri que fui investigado por fraude, o que me levou a pedir demissão (recusaram-se a aceitar) e, uma vez que perceberam que o problema não estava no back office, passamos a ser os investigadores da coisa toda.

Alguns questionamentos e conclusões:

 - Qual a moral do chefe que diz para o funcionário que "...ninguém lê o relatório diário..." ??

 - Qual a possibilidade de outras mil coisas passarem pela peneira que é o controle dos bancos hoje em dia sem nem se cogitar que esses desvios ocorrem?

 - Por que o magnânimo chefe ficou bravo quando eu chamei ele de Didi Mocó?

Ajuda aí, o Psit!!!!

The Turtle

"Taking Care of Business"

Estava no carro hoje voltando de algumas reuniões e ouvi esta música, que fazia muito tempo que não ouvia.  Se eu fosse pensar em algo para ser o tema da minha vida, provavelmente a "República Unida das Tartarugas" teria este grande clássico como tema:


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TAKING CARE OF BUSINESS - Bachman Turner Overdrive

You get up every morning
From your alarm clock's warning
Take the 8:15 into the city
There's a whistle up above
And people pushin', people shovin'
And the girls who try to look pretty

And if your train's on time
You can get to work by nine
And start your slaving job to get your pay
If you ever get annoyed
Look at me I'm self-employed
I love to work at nothing all day

And I'll be... 
Taking care of business, every day
Taking care of business, every way
I've been taking care of business, it's all mine
Taking care of business. and working overtime

If it were easy as fishin'
You could be a musician
If you could make sounds loud or mellow
Get a second-hand guitar
Chances are you'll go far
If you get in with the right bunch of fellows
People see you having fun
Just a-lying in the sun
Tell them that you like it this way
It's the work that we avoid
And we're all self-employed
We love to work at nothing all day

And I'll be... 
Taking care of business, every day
Taking care of business, every way
I've been taking care of business, it's all mine
Taking care of business and working overtime
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Acho que não preciso explicar, certo?

The Turtle

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Confie no seu plano


O ano começou bem!  Resultados positivos, trades dando certo, dinheiro no bolso.  Mas o mercado não é linear, e estatisticamente é sempre provável que haja altos e baixos.

E veio a baixa... e veio para passar um tempo conosco.

É muito, muito difícil ver o resultado de uma ou duas semanas de trabalho se esvairem em poucos dias.  E é nessas horas que o aspecto mais importante de qualquer plano é testado, seja ele uma estratégia de trading, um novo negócio, ir na academia, sei lá... cada um tem seus objetivos.

Psicologicamente, é muito fácil mudar o rumo das coisas sem pensar direito, sem entender a probabilidade de sucesso do que se está fazendo, escutar as "dicas" de quem não tem mais nada para fazer e acha que pode dar pitaco na vida dos outros.  Por outro lado, estar em contato com pessoas que tem o conhecimento para reforçar nosso comprometimento com os planos em curso é importantissimo para balancear tal equação.

Ontem tive o prazer de aprender um pouco mais com um amigo que também gere uma carteira de trading na física.  E, mais do que técnicas ou estratégias operacionais, o que mais impressiona é a calma com que ele encara um dia de mercado adverso.  O ano tem 252 dias de operação, e não é um ou outro dia específico onde as coisas não dão certo que vão fazer a diferença, assumindo-se que o controle de risco da operação em questão te proteja destes quebra-molas no caminho.

Estudar a probabilidade de sucesso e retorno de qualquer projeto ajuda a manter a calma nestas horas, pois a convicção de que no longo prazo as coisas vão melhorar está embutida em nossa linha de pensamento.  Não entrar em pânico é a chave da coisa toda. Cada vez mais consigo ver um paralelo entre sucesso e paz de espírito.

(Posições ainda abertas:  INDFUT Comprado / DOLFUT Comprado / ICFFUT Comprado)

The Turtle