Sobre a intersecção da vida no mercado financeiro, trading, golfe, filmes, música boa, histórias bizarras e alguma dose de bom humor, quando disponível. Mas, principalmente, mau humor...
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Esquecer é o melhor remédio!
Dia de Payroll, dia de volatilidade, dia daqueles mais interessantes. Estava eu posicionado long em dolar futuro, e veio o número. BOMBA pra cima!
O candle foi lindo. Um dos mais belos que já vi. O P&L foi de zero e muito em 10 minutos, e isso porque eu ainda fui conservador.
E eis que, durante a tarde, querendo mais e depois de uma consolidação relativamente grande, eu entreguei quase 70% dos ganhos. Só não entreguei mais pois stopei e fui embora.
Mas e aí? O que aprendi?
Primeiro, esse é um trabalho interessantíssimo mas, no jargão popular, um trabalho de corno! Mesmo tendo ganho dinheiro bom no dia, fui embora com aquele sentimento de ter encontrado o Alexandre Frota pelado na frente.
Segundo, que quando acertamos grandes precisamos respirar. É como no golfe: após uma bela tacada vem sempre uma imensa cagada.
Terceiro, NÃO ALONGUE SEUS STOPS!
E, mais importante de tudo, depois de se remoer, chutar latas pela rua (We Will Rock You!) e se sentir um bosta, esqueça. No sábado, eu já estava bem e passando raiva por outra coisa (o golfe, meu nêmesis).
The Turtle
Candle de macho no dolar futuro - viva o Ben Bernake Kenobi
O candle foi lindo. Um dos mais belos que já vi. O P&L foi de zero e muito em 10 minutos, e isso porque eu ainda fui conservador.
E eis que, durante a tarde, querendo mais e depois de uma consolidação relativamente grande, eu entreguei quase 70% dos ganhos. Só não entreguei mais pois stopei e fui embora.
Mas e aí? O que aprendi?
Primeiro, esse é um trabalho interessantíssimo mas, no jargão popular, um trabalho de corno! Mesmo tendo ganho dinheiro bom no dia, fui embora com aquele sentimento de ter encontrado o Alexandre Frota pelado na frente.
Segundo, que quando acertamos grandes precisamos respirar. É como no golfe: após uma bela tacada vem sempre uma imensa cagada.
Terceiro, NÃO ALONGUE SEUS STOPS!
E, mais importante de tudo, depois de se remoer, chutar latas pela rua (We Will Rock You!) e se sentir um bosta, esqueça. No sábado, eu já estava bem e passando raiva por outra coisa (o golfe, meu nêmesis).
The Turtle
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Change
Hoje aprendi mais uma coisa.... aprendi um novo modo de olhar para dentro. Em uma entrevista que tive, em uma empresa que já trabalhei, foi-me dito claramente pelo interlocutor que o maior receio de me levar de volta é que eu ainda seja a mesma pessoa que saiu estressada e frita 5 anos antes.
Interessante...
7 anos de empresa, muita coisa feita, nunca sem entregar um deliverable ou perder um deadline. Mas nem sempre da maneira correta, nem sempre usando as vias mais suaves. Muita truculência. E é exatamente essa a marca que fica, pois o trabalho todos fazem (ou são demitidos), mas a maneira de fazer é que deixa uma marca positiva ou negativa.
O primeiro impacto da percepção é estranho, mas rapidamente, estando com a cabeça clara, vem como racioncínio que é exatamente correto o modo de pensar das pessoas. O que falta é perceber, internamente, que realmente o período de start up e o período de sabático serviram justamente para mostrar que o envolvimento com intrigas, políticagem interna e a tentativa de controlar coisas que não necessariamente estão sob nosso controle somente drena energias boas que poderiam ser usadas para outras coisas.
E mais, que encarar a dissolução dessa imagem, através de esforço e agindo da maneira correta, é mais eficiente do que prometer ou dizer que se mudou.
A mudança pode ser interna, mas a percepção da mudança é o espelho das novas atitudes.
Keep Calm and Carry The Piano Upstairs
The Turtle
Flip the Switch
Nada como 2 ou 3 dias com P&L bom para reativar os ânimos e bombar a confiança! Tks Mantega!
The Turtle
The Turtle
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Depressão
"A maior expressão da angustia, pode ser a depressão, algo que você pressente" (Lobão)
Triste.
Já a algum tempo. 2013 foi um ano difícil. Comecou com esperança, mas degringolou. Descobri um problema de saude, o primeiro serio... Fui operado pela primeira vez. Perdi dinheiro pela primeira vez, dinheiro grande. Minhas viagens não me davam prazer. Fui assaltado, e quase matei meu irmão no processo. Gastei mais dinheiro para blindar o carro. Decididamente entendi que minha relação com um ente próximo nunca será profunda como eu gostaria. Decidi voltar ao mercado e não acho emprego.
Nada funciona. Nem o carro blindado.
Mentira, o casamento, minha âncora sã em um mundo insano, funciona. Muito. Estou vivo por conta disso, provavelmente.
Hoje foi pesado. Ganhei dinheiro, mas a sessão de terapia foi pesada. Aprendi o que dói aprender. Voltava pela Faria Lima a pé, e decidi ouvir musica. Fazia tempo que não usava a musica como combustível, e anestésico, da depressão. E eu hava esquecido como "AUGUST..." é bom.
A beleza mórbida da depressão me atrai, eu gosto dela. A música flui melhor. A vontade de andar no meio dos carros, o medo de ser enquadrado pelo guarda vira desejo de confusão, de acabar tudo ali mesmo, de ser herói e vítima ao mesmo tempo.
BANG! Fim.
Eu já estive assim. Eu já FUI assim. Eu, na verdade, sou assim. Eu aprendi com isso. A vida passa por cima da gente, a gente atropela ela de volta. Dos 4 aos 17, dos 18 aos 21... a Depressão estava lá, trilha sonora e tudo.
O desejo do fim só pode ser sobreposto pela beleza e diversão da qual faz parte o processo destrutivo.
Vinho. "SATELLITES...". Um iPad na sacada. E, graças a Deus, eu tenho medo de altura!
Have you seen me lately?
The Turtle
Triste.
Já a algum tempo. 2013 foi um ano difícil. Comecou com esperança, mas degringolou. Descobri um problema de saude, o primeiro serio... Fui operado pela primeira vez. Perdi dinheiro pela primeira vez, dinheiro grande. Minhas viagens não me davam prazer. Fui assaltado, e quase matei meu irmão no processo. Gastei mais dinheiro para blindar o carro. Decididamente entendi que minha relação com um ente próximo nunca será profunda como eu gostaria. Decidi voltar ao mercado e não acho emprego.
Nada funciona. Nem o carro blindado.
Mentira, o casamento, minha âncora sã em um mundo insano, funciona. Muito. Estou vivo por conta disso, provavelmente.
Hoje foi pesado. Ganhei dinheiro, mas a sessão de terapia foi pesada. Aprendi o que dói aprender. Voltava pela Faria Lima a pé, e decidi ouvir musica. Fazia tempo que não usava a musica como combustível, e anestésico, da depressão. E eu hava esquecido como "AUGUST..." é bom.
A beleza mórbida da depressão me atrai, eu gosto dela. A música flui melhor. A vontade de andar no meio dos carros, o medo de ser enquadrado pelo guarda vira desejo de confusão, de acabar tudo ali mesmo, de ser herói e vítima ao mesmo tempo.
BANG! Fim.
Eu já estive assim. Eu já FUI assim. Eu, na verdade, sou assim. Eu aprendi com isso. A vida passa por cima da gente, a gente atropela ela de volta. Dos 4 aos 17, dos 18 aos 21... a Depressão estava lá, trilha sonora e tudo.
O desejo do fim só pode ser sobreposto pela beleza e diversão da qual faz parte o processo destrutivo.
Vinho. "SATELLITES...". Um iPad na sacada. E, graças a Deus, eu tenho medo de altura!
Have you seen me lately?
The Turtle
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Operando o SP Futuro na BM&F
Sim, o custo da BM&F é um roubo.
Sim, o bid/offer é um lixo.
Sim, a liquidez é baixa em certos momentos.
Mesmo assim, dá para ganhar dinheiro nesse contrato. Operar lá fora é mais fácil, pois o ES opera 24h por dia e você não toma gap na cabeça. Aqui dentro temos que ter muitos cuidados, e entrar só nos setups mais prováveis de se ter sucesso.
Estamos em uma encruzilhada: se reamente batermos no dia 17/outubro sem um acordo no governo americano, a coisa pode ficar feia.
Até lá, só trades curtos.
The Turtle
Sim, o bid/offer é um lixo.
Sim, a liquidez é baixa em certos momentos.
Mesmo assim, dá para ganhar dinheiro nesse contrato. Operar lá fora é mais fácil, pois o ES opera 24h por dia e você não toma gap na cabeça. Aqui dentro temos que ter muitos cuidados, e entrar só nos setups mais prováveis de se ter sucesso.
Estamos em uma encruzilhada: se reamente batermos no dia 17/outubro sem um acordo no governo americano, a coisa pode ficar feia.
Até lá, só trades curtos.
The Turtle
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Pergunta:
Quantas apresentações de Investment Banking vão ter que ser atualizadas depois disso aqui??? Eu me lembro, num passado recente, de pelo menos umas 8 que traziam a capa original em um slide bonitão para impressionar o cliente gringo...
Pobres Year 1 Analysts, vão ter que varar a noite de novo.
The Turtle
Pobres Year 1 Analysts, vão ter que varar a noite de novo.
Medo e Vontade
Eu me lembro da decisão de sair. Eu me lembro das dores físicas, da revolta moral, das pessoas com as quais trabalhava e não gostava, e também das que gostava e me davam pelo menos um alívio. Eu me lembro da políticagem, do Alfa Banker e da Miss Coluna Social metendo os pés pelas mãos tanto com pessoas como com o negócio em si. Eu me lembro da megalomania. Eu me lembro de falhar, da ansiedade, das noites sem dormir. Mas o que eu mais lembro foi o medo de sair sem saber se estava fazendo a coisa certa. Medo da sensação de "estar jogando a vida fora", como muitos diziam. Medo de deixar para trás o fato de eu "estar ficando rico às custas do gênio Alfa". Mas o medo não venceu. Eu saí. Eu saí sem saber se era a coisa certa, mas com a sensação de estar fazendo o melhor para mim.
Deu certo. 2 anos, viagens, descanso, trading, outras experiências profissionais e pessoais. Ví o mundo de um jeito diferente.
Agora, o desejo é outro: é voltar. É usar tudo o que eu aprendi para ser melhor no que eu fazia. Mas, de novo, o medo está presente. Medo de estar enferrujado, de ter que ganhar confiança de novos colegas, clientes, subordinados, equipes. Medo do conhecimento técnico não estar lá. Medo de falhar.
"Paura", in italiano!
Medo é bom. Medo salva a vida. Se eu tivesse respeitado o medo, não teria feito a curva na favela que quase matou 3 pessoas. Mas medo não controla, medo é controlado.
Novamente, o gut feeling vai ser minha bússola.
De volta ao trabalho!
The Turtle
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Aprendendo por Osmose
Recentemente, enquanto procuro uma outra posição em mercado financeiro, fui convidado por dois amigos traders a dividir uma sala alugada e trocar ideias durante o dia. As vantagens: os caras são feras e eu aprendo bastante, tenho um certo contato com pessoas (eu já não aguentava mais ficar em casa) e aprendo muito. Tanto psicologicamente quanto na prática.
A sala não é lá essas coisas, e a desvantagem é o custo... mas depois de pensar (e foi uma rápida decisão) eu percebi que qualquer curso meia boca iria me custar mais do que isso.
Vivendo e aprendendo... e falando em aprender, comecei a ler o livro THE PLAYBOOK - An Inside Look on How to Think Like a Professional Trader. O livro é uma aula de profissão, e o autor, Mike Bellafiore, não se roga a dividir somente sucessos, mas sim seus fracassos e como aprendeu com eles.
Tem no Kindle. Aproveite.
The Turtle
A sala não é lá essas coisas, e a desvantagem é o custo... mas depois de pensar (e foi uma rápida decisão) eu percebi que qualquer curso meia boca iria me custar mais do que isso.
Vivendo e aprendendo... e falando em aprender, comecei a ler o livro THE PLAYBOOK - An Inside Look on How to Think Like a Professional Trader. O livro é uma aula de profissão, e o autor, Mike Bellafiore, não se roga a dividir somente sucessos, mas sim seus fracassos e como aprendeu com eles.
Tem no Kindle. Aproveite.
The Turtle
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
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